Eleições

Pelo menos 62% do eleitorado egípcio comparecem à primeira etapa das votações no país, diz Alto Comissariado Eleitoral

03/12/2011 – 11h25

Renata Giraldi* Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Alto Comissariado Eleitoral do Egito, Ibrahim Abdel Moez, informou que 62% dos cidadãos votaram nas três regiões do país onde foram realizadas as eleições legislativas – no começo desta semana. Mas os resultados preliminares ainda são mantidos sob sigilo exceto no que se refere aos partidos políticos que obtiveram mais votos por enquanto. Porém, ele comemorou a participação dos eleitores.

“A participação de 62% é a maior na história do Egito”, disse Abdel Moez. Segundo ele, dos cerca de 13,6 milhões de eleitores aptos a votar 8,5 milhões compareceram às urnas. No Egito, o processo eleitoral é feito por etapas e regionalmente. Em 11 de janeiro de 2012, as eleições ocorrerão no restante do país. Em março, há as eleições para as 180 cadeiras da Shura (o Conselho Político).

Mais de 10 mil candidatos disputam as eleições parlamentares para as 444 cadeiras da Assembleia Nacional no Egito que ocorrem em três zonas eleitorais distintas em nove províncias. Dois terços dos parlamentares serão escolhidos por um sistema proporcional com base de uma lista partidária. O terço restante será composto pelos candidatos mais votados, em um sistema de maioria absoluta.

Pelos resultados preliminares, divulgados pelo Alto Comissariado Eleitoral do Egito, os vitoriosos nestas eleições, por enquanto, são o Partido Liberdade e Justiça (JLP) – ligado aos religiosos da Irmandade Muçulmana – e o Nur Al Salafi – considerado um partido liberal.

Se essa tendência for mantida nas próximas etapas das eleições, a Irmandade Muçulmana se tornará a primeira força política no Egito, depois de ter sido proibida durante o governo do ex-presidente Hosni Mubarak – que governou o país por três décadas.

As eleições no Egito ocorreram no momento em que os manifestantes retomaram os protestos nas principais cidades do país. Eles querem o fim do governo militar, que assumiu o poder depois da renúncia de Mubarak em fevereiro, e garantias de preservação dos direitos humanos.

*Com informações da emissora multiestatal de televisão, Telesur

 

Edição: Aécio Amado

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